página inicial do tipos

Receba por e-mail os posts de O Assopro: RSS - Assine os feeds deste blog

Após ter curtido um fim de semana maravilhoso em São Paulo com minha companheira Gibedendo, chega a hora do retorno. Nosso ônibus de volta a Londrina saía as 15h do terminal rodoviário da Barra Funda. Instaladas em Moema, nos programamos pra sair de casa às 14h de táxi até o terminal de metrô Santa Cruz. Enrola daqui e dali, acabamos saindo as 14:15h. Congestionamento, taxista maluco jogando o carro na frente dos outros carros e passando por todos os buracos que via pela frente. Eu atrás, com cara de pânico e gorfo misturados. Ok. Entramos no metrô em santa cruz onde passamos por sete estações, descemos na estação da luz pra pegarmos outro metro até a barra funda, nosso destino final. Tudo lindo. Cada uma com suas malas, sacolas, frasqueiras e travesseiros (mulherzinha leva travesseiro pra dormir no busão). Descemos na luz e eis que o desespero foi batendo: 14:45h!!!! Corremos e vimos apenas o nosso metrô partindo. “Relaxa Pati, dizia a Gi, logo passa outro”. Cinco minutos depois, chegou o outro. Descemos na barra funda faltando 3 minutos para as 15h e juro que nunca vi tanta gente numa rodoviária as 3 da tarde numa segunda-feira! E agora, onde ficava o embarque? Pergunta pra um e outro, e lá fomos nós... escada rolante e correria total. Um sr simpático me explicou onde era o embarque e... era longe! Começamos a correr (correr de verdade, no sentido literal). Fui vendo a Gi sumir da minha frente no meio da multidão. Eu, desastrada de nascença, tropecei na minha mala de rodinha, bati um pé no outro e ... caí! Um tombão! Não sabia mais nem onde eu tava... uma solícita sra veio me ajudar. Eu quase chorando, olhei pra ela e disse: “vou perder meu ônibus!”, ela respondeu: “que horas sai seu ônibus minha filha?”, eu: “ as 3h!”. Cara de pânico no rosto da senhora, ela olhou pra mim e disse: “CORRE MENINA!”. E lá vou eu de novo, descendo as escadas rumo a plataforma 15. Entrei num corredor e nada de plataforma 15. Olho do outro lado, em outro corredor e vejo um ônibus Garcia indo embora, com as pessoas do lado de fora fazendo tchauzinho. Grudei na grade. Como chegava daquele lado? E eis que vejo uma cena bizarra: Gibedendo, com sua camiseta verde-abacate, correndo com malas e acessórios pendurados e os dois bracinhos pra cima chacoalhando!! Parecia cena de filme de comédia do Jim Carrey. O motorista parou, lógico. Ela explicou que aquele era seu ônibus, mas que tinha mais um problema, faltava sua amiga. Sim, a amiga era eu. O motorista, já irritado, perguntou pra ela onde eu estava. E ela respondeu: “ela já ta chegando!”. Foi quando eu comecei a gritar do outro lado e bater nas grades, olhando as pessoas e dizendo, “quero chegar lá”. Não sei porque, ninguém me respondia. Será que era por causa da minha cara de maluca? Minha querida amiga começou, mais uma vez, a chacoalhar seus bracinhos em minha direção. Pra terminar a história, um funcionário veio abrir a grade, pra eu atravessar os corredores até nosso ônibus. Sendo ajudada por um outro funcionário, eu consegui entrar no busão com minhas malas, frasqueiras e etc e ocupar minha poltrona 28, que claro, já tinha uma outra pessoa deitadona nela. Olhei pra gi, ela pra mim e tivemos aquele ataque de risos... essa foi por pouco! Bom amiga, valeu o fim de semana, a companhia no TIM (leia a cobertura aqui!), o The Killers e o Brandon Flowers ma-ra-vi-lho-sos! Mas da próxima vez, vamos sair de casa umas duas horas antes... São Paulo é São Paulo né fofa?
Outro dia me liga uma cliente, querendo saber sobre o processo do marido dela. Contou-me o causo e vi que o “adevogado” responsável não era eu. Mesmo assim, quis fazer a gentileza de anotar o recado para aquela senhora tão educada.
- Como é o nome do seu marido?
- Celeste.
- Certo, mas e o nome do seu marido?
- Celeste.
- O da sra eu entendi, mas preciso saber o nome do seu marido, que é o cliente.
- CELESTE DE TAL É O MEU MARIDO!!!!! (sim, a educada senhora gritou neste momento!)
- Me desculpa, pensei q este fosse o nome da senhora!

Fala sério, nunca vi homem chamar Celeste... humpf!
Sentia-se confusa naquela semana. O que ainda os ligava? Teve certeza que ainda estavam ligados quando recebeu aquele e-mail. Aquele e-mail que não falava nada, mas gritava alto dentro dela. Tinha pensado tanto nele naquela semana e eis que chega o e-mail. O que ainda restava? Não sabia. Tinha certeza que ele não era mais o homem com quem sonhou passar o resto dos seus dias. (o resto dos dias é tanto tempo...). É engraçado amar tanto uma pessoa num momento e de repente no outro não sobrar mais nada. Mas então, o que era aquilo? Talvez fosse um restinho de desejo. Acreditou de verdade que ia dar certo, que iam ficar juntos pra sempre. Não deu. (“pra sempre, sempre acaba”). Mesmo sabendo, hoje, que ele não era a pessoa que imaginava, era difícil pra ela chegar a essa conclusão. O fim. Era isso que havia sobrado. Saudade do que poderia ter sido. É triste deixar o amor ir embora. Mas seu coração estava cansado. Não tinha mais pelo que lutar. Porque ele não a deixava em paz? Porque é bom se sentir amado. De alguma forma, ele também sabia que tinha sobrado tão pouco. Ela respirou fundo e apagou o e-mail. Não tinha o que responder mais. Precisava ir. Esperar o novo amor que, com certeza, um dia vai chegar. Já estava cuidando da sua vida, seguindo em frente... mas decidiu que daquele momento em diante, definitivamente, ia seguir em frente sem olhar pra trás...

Pois é
(Los Hermanos)

Pois é, não deu
deixa assim, como está, sereno
pois é de deus tudo aquilo que não se pode ver
e ao amanhã a gente não diz
e ao coração que teima em bater
avisa que é de se entregar o viver
avisa que é de se entregar o viver

Pois é, até onde o destino não previu
sem mais, atrás vou até onde eu conseguir
deixa o amanhã e a gente sorri
que o coração já quer descansar
clareia a minha vida, amor, no olhar
clareia a minha vida, amor, no olhar
Isso é bom demais...

30.000 pés
(Pato Fu)

Acima das nuvens o tempo é sempre bom
E o sol brilha tanto que pode te cegar
Eu quero estar bem longe do chão
Só pra não ver você chorar
Mas o ar é tão puro que foge de mim

Pode acreditar
Eu agora sei voar
E num pé-de-vento
Você vai me ver passar
Pode acreditar

Há tanto oxigênio que chego a me esquecer
De todo esse tempo que estou sem respirar
A turbulência já vai passar
E a terra treme ao nível do mar
Só mesmo aqui a 30.000 pés

Pode acreditar
Eu agora sei voar
E num pé-de-vento
Você vai me ver passar
Pode acreditar
Teria tudo pra ser uma noite agradável com as amigas Salomé e Gibedendo; última semana de filo, monólogo com o ator Cacá Carvalho que tinha esgotado na primeira semana e a organização resolveu “liberar”alguns convites extras de última hora. Tudo perfeito, se não fossem algumas intempéries ocorridas pelo caminho. Primeiro, tentando encontrar a Usina Cultural, onde seria a peça, nos perdemos Vila Casoni adentro. Fomos parar num bosque, uma espécie de zerão, sei lá eu o que era aquilo, só sei que dava medo. Paramos pra pedir informação num caminhão com um negócio ligado que ecoava um barulho imenso, fazendo com que nossa amiga Salomé gritasse pra ser ouvida. Ok. Usina Cultural devidamente encontrada, chega a vez dos nossos amigos flanelinhas darem seu show. O primeiro, queria por toda lei que pagássemos R$ 5,00 adiantados pra ele “cuidar” do carro que estava estacionado na rua. Claro, ninguém é trouxa de pagar adiantado, perder cincão e na volta não ter nem mosca passando no local. “Ninguém vai pagar adiantado não. Por acaso você não vai estar aqui na volta?”, “Tem que pagar pelo menos a metade, senão não cuido!”. E ainda ameaça? Como diz um grande amigo meu, Jesus me abraça!!!! Quando ele percebeu que realmente ninguém ia pagar adiantado, colocou um papel esquisito no limpa-vidro traseiro do carro da Gi. O que seria aquilo? Uma marca pros outros malacos (deviam ter mais escondidos e eu já to ficando perseguida!) “depenarem” o carro da nossa amiga? Por via das dúvidas, e como tinha um lugar bem na frente da Usina, nossa companheira foi buscar o carro pra colocar naquela vaga. Ficamos, eu e Salomé, paradas “guardando” a vaga. Que belezura! Uma alta e uma baixinha paradas num buraco não deixando nenhum outro carro entrar. No momento em que ela chega, eis que surge outro flanelinha, este bem mais afobado que o primeiro, e começa “ensinar” como colocar o carro na vaga. Sim, ele pulava na frente do carro, gritava “vira o volante”, batia na lataria e etc. Toda a fila do teatro parou pra ver o que mais parecia uma “intervenção teatral”. Com o carro devidamente estacionado, o guardador, já veio cobrando seus “devidos” 5,00. Quando dissemos que pagamento só na volta, o “ser” se achou no direito de ficar irritado... começou a engrossar a voz e falar mais alto ainda do que já falava! Eis que a Salomé interveio, firme e forte, e falou “não vamos pagar adiantado e pronto”, ele simplesmente gritou: ‘não preciso do seu dinheiro!”, amassou o “papelinho”, jogou pra cima e saiu correndo!!! Pra que ver peça do filo, com todo esse espetáculo de graça? A fila toda já estava parada assistindo fazia tempo... e só pra essa “história verídica” ter um final, quando nós finalmente conseguimos entrar na fila pra entrar no teatro e assistir o espetáculo que aconteceria dentro de poucos minutos, vimos nosso colega flanelinha dentro do bar da esquina jogando uma sinuquinha... acho que esse negócio de peça de teatro na Usina Cultural mexeu com as emoções dos bêbados da Vila Casoni, não é possível! Definitivamente, eles acharam que a biritagem da noite estava garantida...
Ahhh! Pergunta se quando terminou a peça tinha algum guardador de carro pra contar história!
Assistindo a esse filme, recomendado pela minha queridíssima amiga “vanessagummo” (que sabe bem que não estou passando pela melhor fase da minha vida...), me fez refletir a parte que Drew Baylor (Orlando Bloom, ma-ra-vi-lho-so!), fazendo sua viagem de volta pra casa, seguindo o roteiro elaborado pela Claire, para em uma banca de revista cuja “entrevista-bomba” seria o fracasso de sua vida. Ele, sabiamente, segue o conselho descrito no tal roteiro de sua amada acerca da tristeza: TEM CINCO MINUTOS PARA SE ENTREGAR A UMA TRISTEZA DELICIOSA. CURTA-A, ABRACE-A, DESCARTE-A. E PROSSIGA....

:
:
:
:
:
:

Estou prosseguindo!

“Meu amor:

Queria te dizer tantas coisas.... nem sei direito o que, mas eu queria. Sinto sua falta. Sinto falta da gente. Da época que havia “nós”. Faz tanto tempo... mas eu ainda lembro. Não esqueço. Não sei se quero esquecer. Eu preciso, mas é tão difícil! Ter você aqui dentro é uma forma de te fazer presente. Eu sei que é teimosia minha, mas não consigo entender onde foi que as coisas se perderam. Era tão especial. Nós fizemos tantos planos juntos, mas nenhum se concretizou. Lembra quando você me perguntou o que eu ia fazer daqui há 05 anos? Eu ri de você, faltava tanto pra 05 anos... você me disse que passava rápido, que a gente tinha que planejar. Você tinha razão, passou rápido mesmo. Mas não estamos mais juntos pra planejar os próximos anos. E eu queria tanto que estivesse! Ainda te amo, tanto... tenho certeza que você foi o amor da minha vida. Lembra quando nós chegamos a conclusão que All Star é a música mais linda do Nando Reis? “Estranho seria se eu não me apaixonasse por você ... Seu all star azul combina com o meu preto, de cano alto”. Foi difícil chegar a essa conclusão, mas nós conseguimos depois de umas duas garrafas de vinho. Era bom te ver sentando no meu sofá ou escolhendo o próximo CD. Minha banda preferida você que me ensinou a gostar. Insistiu tanto pra eu ouvir aquele CD que eu chamava de lixo que me apaixonei na primeira canção. Já faz um ano que você foi embora. Eu tive febre a noite quando você me contou que ia embora. Lembra quando ouvimos aquela música que dizia “levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar”. Choramos abraçados, mas sem dizer uma palavra. Não era preciso. Sinto saudade das nossas brigas, foram tantas né? Algumas doeram demais... outras nos fez rir juntos depois. Era tão bom fazer as pazes. Tua ausência dói tanto. Agora meu amor, eu preciso ir. Dizer adeus. Já disse tudo que era preciso. Tenho que cuidar da minha vida, de mim. Preciso te deixar pra trás. Dói deixar o amor ir embora. Mas preciso reconstruir minha história, me redescobrir. Vou guardar nossas lembranças boas numa caixinha no meu coração. Quando eu estiver inteira de novo, prometo olhar pra elas com muito carinho. Agora não dá. Um dia, quem sabe. O tempo cura tudo. Seja feliz meu amor e cuide bem do seu amor. Eu vou cuidar de mim agora, sou meu novo amor. Até um dia.

Com carinho,

Seu ex-amor”.
O amor chegou em setembro. Estava sentada no sofá, batendo papo com uma amiga e com preguiça de tomar banho. Quando o telefone tocou, eu não sabia que era o amor. Se soubesse, talvez não tivesse atendido. O amor chegou de calças e camisa pretas e sorriu pra mim. O sorriso mais lindo que eu já vi. O amor me olhava dentro dos olhos. Enquanto me olhava, sentia um calafrio percorrer por todo meu corpo. Tinha a sensação que o amor já me conhecia por dentro. Já éramos íntimos. Quando o amor me beijou eu perdi a noção de tempo e espaço. Não sabia mais onde eu estava, quem eu era. Não tinha mais jeito. Então, me rendi ao amor. Quando o amor foi embora, ele levou meus sonhos, minha vida... mas esqueceu de levar tudo que havia deixado em mim.

EU TE AMO
Chico Buarque

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.
Sexta passada como eu não ia sair, liguei pra minha amiga Salomé, convidando-a pra tomar uma sopa, conversar amenidades, assistir o globo repórter sobre o dia das mães e na seqüência, o “Jorge Horácio”(eu adoro um programa tosco de tv!). Devo esclarecer que eu detesto cozinhar, e portanto, pediríamos a sopa no famoso “barraco da sopa”. Convite aceito, fizemos o pedido. Tudo parecia tranqüilo até que o interfone tocou. Enquanto a dona do apê atendia o interfone, estava eu sentada tranqüilamente no sofá, quando de repente, vejo uma coisa cinza enorme voando na minha direção!! Numa reação instintiva, eu soltei aquele “aaaaiiiii”! Devo aqui ressaltar que naturalmente eu já falo bem alto. Exaltada então... Jesus! Ouço a Salomé dizendo pro “sopeiro”: - só um minutinho! (imagino q ela estava forçando um sorriso amarelo). Pára perto da mesa, olha pra mim e fala entre dentes: - Ficou maluca?, respondi, “não, um bicho pulou em mim!”. Só que o infeliz me atacou e sumiu!! E lógico, ela achou q eu era maluca, esquizofrênica e via bichos imaginários. Sentou no sofá feliz e contente pra tomar sua sopa, e eu, desconfiada, preferi me equilibrar na cadeira bem longe. Como vingança é um prato que se come frio (neste caso quente), só vejo nossa amiga saindo do sofá em “saltitos” dizendo “ele tá aqui!”. Reação inicial foi a do “eu disse, eu disse”. Reação posterior, e agora, faríamos o que, duas “mulherzinhas” e aquele gafanhoto-gigante-cinza-monstro pronto pra nos atacar. Foi então que lembramos que havia uma terceira existência naquela casa: uma bichinha peluda, gorda, amarela que adora atacar insetos ... a gata da Salomé, Mel! Estávamos salvas! Era só pegar a Mel, jogar no monstro e tudo estaria acabado. Sacrifício inicial, conseguir pegar a bichinha. Percebendo que algo estranho estava acontecendo, ela, que já não é muito sociável, escondeu embaixo da cama, correu pra debaixo da mesa, até que a cercamos e eu consegui agarra-la. Com ela no colo(que pesa 7kg), fui pé ante pé até onde o gafanhoto-monstro estava pousado. Joguei a Mel em cima dele. Pronto, pulou ele de um lado, ela de outro. Estavam se conhecendo. Ele parou na porta de vidro, ela na frente dele, em posição de ataque. Viva! Passou um minuto, dois, três e ... nada! Angustiada, gritei “vai Mel!!”. Nada. Ela deu meia volta, um miadinho, e andou até o meio da sala. Lavou uma patinha. Gatos servem para que mesmo?? E o monstro cinza, glorioso, rindo, deu mais uma voadinha pelo apartamento e parou no corredor! Antes que se instalasse no quarto da pobre Salomé(e nós tivéssemos que ligar para os bombeiros) me enchi de coragem, com uma vassoura em punho e derrubei ele de lá! Depois de alguns minutos parada, sem saber o que fazer com ele embaixo da minha vassoura e vendo só uma cabeça da minha amiga sair da parede da cozinha, arrestei o bicho pela sala com a vassoura e joguei sacada abaixo! Uh! Quanta coragem! Me livrei do monstro, que caiu sacada abaixo já quase morto, pelos meus requintes de crueldade. O importante era que estávamos salvas!(confesso que senti um remorsozinho... podia ter dado um pancada pra ele morrer de uma vez, mas, e se ele escapasse?). Bom, pra resumir a ópera, mais de uma hora depois do fato consumado, eis que a senhorita Mel, resolve atacar a porta de vidro, “pensando” que o gafanhoto-monstro ainda estava lá. Será que eu que sou esquizofrênica, amiga Salomé? Não sabia que gatos tinham déjà vu.
Quando se conheceram, era apenas mais uma história. Mas não foi assim. Passou o tempo, passaram-se os anos. Cinco anos. Cinco anos dedicados àquela história, aquele amor. Amor tão grande. Como amou! Ele nunca assumiu a “história” deles. Mas ela sim. E assim viveu. Viveu pra ele. Seu coração foi só dele. Sua vida, dele. E sofreu demais! Eis que ao final destes longos anos, ele foi embora da cidade. Apesar da tristeza, ela viu uma esperança. Não teria outra maneira de se livrar daquele amor, não conseguia deixar de amá-lo. Depois de tantas despedidas, ele partiu. Era pra longe. Mas a história não acabou assim. Ele não deixava. De alguma forma, precisava dela. Foram muitos e-mails e conversas no msn. Ela espera ansiosamente por cada um desses momentos. Era a única coisa que lhe restava. Era a única maneira que tinha dele continuar presente. Até que um dia descobriu que ele estava vivendo uma outra história. A história de amor onde ela esperava um dia ser a personagem principal. O lugar que ela desejava tanto ocupar no coração dele, agora pertencia à outra. Não conseguia acreditar... afinal, o que havia feito de errado? Ele estava apaixonado por outra. Doeu demais quando leu nos recados por eles trocados no orkut “eu te amo demais”. Não era pra ela. Seu coração ficou aos pedaços. Como esperou ouvir aquelas palavras! Sonhou tanto com elas e em seu lugar só sentia aquela dor tão grande. A dor era indescritível. Mas ela sentia demais. A dor era presente, onipotente... Ainda assim, ele não a deixou em paz. Estabeleceu contato da maneira que pode. Pra poder continuar perto dele, ela se fez de amiga. Ele lhe contava as alegrias com a outra. Pedia conselhos quando estava mal. E ainda, queria manter a história dos dois, mesmo se dizendo apaixonado pela outra. E assim ela participou da vida dos dois, se fez presente. Um dia, sem forças pra continuar com aquilo, sem esperanças de um estar com ele de verdade e com o coração despedaçado, ela deu um basta em tudo. Ele continuou tentando. Ela não respondeu mais. Um último e-mail, ele lhe desejou felicidades. Disse-lhe que nunca a esqueceria; que ela era especial e tinha marcado demais a vida dele. Depois de muito pensar, resolveu responder. Era o fim. A última resposta de todas. “Agradeço as felicitações e sei que são sinceras. Você foi mais do que especial pra mim, mas hoje nós dois sabemos que eu preciso deixar te amar. Me deixa ao menos tentar”.