Quando se conheceram, era apenas mais uma história. Mas não foi assim. Passou o tempo, passaram-se os anos. Cinco anos. Cinco anos dedicados àquela história, aquele amor. Amor tão grande. Como amou! Ele nunca assumiu a “história” deles. Mas ela sim. E assim viveu. Viveu pra ele. Seu coração foi só dele. Sua vida, dele. E sofreu demais! Eis que ao final destes longos anos, ele foi embora da cidade. Apesar da tristeza, ela viu uma esperança. Não teria outra maneira de se livrar daquele amor, não conseguia deixar de amá-lo. Depois de tantas despedidas, ele partiu. Era pra longe. Mas a história não acabou assim. Ele não deixava. De alguma forma, precisava dela. Foram muitos e-mails e conversas no msn. Ela espera ansiosamente por cada um desses momentos. Era a única coisa que lhe restava. Era a única maneira que tinha dele continuar presente. Até que um dia descobriu que ele estava vivendo uma outra história. A história de amor onde ela esperava um dia ser a personagem principal. O lugar que ela desejava tanto ocupar no coração dele, agora pertencia à outra. Não conseguia acreditar... afinal, o que havia feito de errado? Ele estava apaixonado por outra. Doeu demais quando leu nos recados por eles trocados no orkut “eu te amo demais”. Não era pra ela. Seu coração ficou aos pedaços. Como esperou ouvir aquelas palavras! Sonhou tanto com elas e em seu lugar só sentia aquela dor tão grande. A dor era indescritível. Mas ela sentia demais. A dor era presente, onipotente... Ainda assim, ele não a deixou em paz. Estabeleceu contato da maneira que pode. Pra poder continuar perto dele, ela se fez de amiga. Ele lhe contava as alegrias com a outra. Pedia conselhos quando estava mal. E ainda, queria manter a história dos dois, mesmo se dizendo apaixonado pela outra. E assim ela participou da vida dos dois, se fez presente. Um dia, sem forças pra continuar com aquilo, sem esperanças de um estar com ele de verdade e com o coração despedaçado, ela deu um basta em tudo. Ele continuou tentando. Ela não respondeu mais. Um último e-mail, ele lhe desejou felicidades. Disse-lhe que nunca a esqueceria; que ela era especial e tinha marcado demais a vida dele. Depois de muito pensar, resolveu responder. Era o fim. A última resposta de todas. “Agradeço as felicitações e sei que são sinceras. Você foi mais do que especial pra mim, mas hoje nós dois sabemos que eu preciso deixar te amar. Me deixa ao menos tentar”.
Publicado em 02 de maio de 2007 às 11:47 por pati