Teria tudo pra ser uma noite agradável com as amigas
Salomé e
Gibedendo; última semana de filo, monólogo com o ator Cacá Carvalho que tinha esgotado na primeira semana e a organização resolveu “liberar”alguns convites extras de última hora. Tudo perfeito, se não fossem algumas intempéries ocorridas pelo caminho. Primeiro, tentando encontrar a Usina Cultural, onde seria a peça, nos perdemos Vila Casoni adentro. Fomos parar num bosque, uma espécie de zerão, sei lá eu o que era aquilo, só sei que dava medo. Paramos pra pedir informação num caminhão com um negócio ligado que ecoava um barulho imenso, fazendo com que nossa amiga Salomé gritasse pra ser ouvida. Ok. Usina Cultural devidamente encontrada, chega a vez dos nossos amigos flanelinhas darem seu show. O primeiro, queria por toda lei que pagássemos R$ 5,00 adiantados pra ele “cuidar” do carro que estava estacionado na rua. Claro, ninguém é trouxa de pagar adiantado, perder cincão e na volta não ter nem mosca passando no local. “Ninguém vai pagar adiantado não. Por acaso você não vai estar aqui na volta?”, “Tem que pagar pelo menos a metade, senão não cuido!”. E ainda ameaça? Como diz um grande amigo meu, Jesus me abraça!!!! Quando ele percebeu que realmente ninguém ia pagar adiantado, colocou um papel esquisito no limpa-vidro traseiro do carro da Gi. O que seria aquilo? Uma marca pros outros malacos (deviam ter mais escondidos e eu já to ficando perseguida!) “depenarem” o carro da nossa amiga? Por via das dúvidas, e como tinha um lugar bem na frente da Usina, nossa companheira foi buscar o carro pra colocar naquela vaga. Ficamos, eu e Salomé, paradas “guardando” a vaga. Que belezura! Uma alta e uma baixinha paradas num buraco não deixando nenhum outro carro entrar. No momento em que ela chega, eis que surge outro flanelinha, este bem mais afobado que o primeiro, e começa “ensinar” como colocar o carro na vaga. Sim, ele pulava na frente do carro, gritava “vira o volante”, batia na lataria e etc. Toda a fila do teatro parou pra ver o que mais parecia uma “intervenção teatral”. Com o carro devidamente estacionado, o guardador, já veio cobrando seus “devidos” 5,00. Quando dissemos que pagamento só na volta, o “ser” se achou no direito de ficar irritado... começou a engrossar a voz e falar mais alto ainda do que já falava! Eis que a Salomé interveio, firme e forte, e falou “não vamos pagar adiantado e pronto”, ele simplesmente gritou: ‘não preciso do seu dinheiro!”, amassou o “papelinho”, jogou pra cima e saiu correndo!!! Pra que ver peça do filo, com todo esse espetáculo de graça? A fila toda já estava parada assistindo fazia tempo... e só pra essa “história verídica” ter um final, quando nós finalmente conseguimos entrar na fila pra entrar no teatro e assistir o espetáculo que aconteceria dentro de poucos minutos, vimos nosso colega flanelinha dentro do bar da esquina jogando uma sinuquinha... acho que esse negócio de peça de teatro na Usina Cultural mexeu com as emoções dos bêbados da Vila Casoni, não é possível! Definitivamente, eles acharam que a biritagem da noite estava garantida...
Ahhh! Pergunta se quando terminou a peça tinha algum guardador de carro pra contar história!
Mas contada desta maneira ficou bem engraçada hehehe
E o monólogo não deve ter sido mais emocionante. né?
bjo Pati