Sentia-se confusa naquela semana. O que ainda os ligava? Teve certeza que ainda estavam ligados quando recebeu aquele e-mail. Aquele e-mail que não falava nada, mas gritava alto dentro dela. Tinha pensado tanto nele naquela semana e eis que chega o e-mail. O que ainda restava? Não sabia. Tinha certeza que ele não era mais o homem com quem sonhou passar o resto dos seus dias. (o resto dos dias é tanto tempo...). É engraçado amar tanto uma pessoa num momento e de repente no outro não sobrar mais nada. Mas então, o que era aquilo? Talvez fosse um restinho de desejo. Acreditou de verdade que ia dar certo, que iam ficar juntos pra sempre. Não deu. (“pra sempre, sempre acaba”). Mesmo sabendo, hoje, que ele não era a pessoa que imaginava, era difícil pra ela chegar a essa conclusão. O fim. Era isso que havia sobrado. Saudade do que poderia ter sido. É triste deixar o amor ir embora. Mas seu coração estava cansado. Não tinha mais pelo que lutar. Porque ele não a deixava em paz? Porque é bom se sentir amado. De alguma forma, ele também sabia que tinha sobrado tão pouco. Ela respirou fundo e apagou o e-mail. Não tinha o que responder mais. Precisava ir. Esperar o novo amor que, com certeza, um dia vai chegar. Já estava cuidando da sua vida, seguindo em frente... mas decidiu que daquele momento em diante, definitivamente, ia seguir em frente sem olhar pra trás...
Pois é
(Los Hermanos)
Pois é, não deu
deixa assim, como está, sereno
pois é de deus tudo aquilo que não se pode ver
e ao amanhã a gente não diz
e ao coração que teima em bater
avisa que é de se entregar o viver
avisa que é de se entregar o viver
Pois é, até onde o destino não previu
sem mais, atrás vou até onde eu conseguir
deixa o amanhã e a gente sorri
que o coração já quer descansar
clareia a minha vida, amor, no olhar
clareia a minha vida, amor, no olhar
Publicado em 10 de setembro de 2007 às 02:51 por pati